No caso de dúvidas, não deixem de consultar o VOP (Vocabulário Ortográfico do Português) online: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/vop.HTML
«Imaginem esta palavra phase, escripta assim: fase. Não nos parece uma palavra, parece-nos um esqueleto (...) Affligimo-nos extraordinariamente, quando pensamos que haveriamos de ser obrigados a escrever assim!»
Alexandre Fontes, A Questão Orthographica, Lisboa, 1910, p. 9.
Alexandre Fontes, A Questão Orthographica, Lisboa, 1910, p. 9.
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Irradicar ou Erradicar?
Erradicar vem «do latim eradicare, [com o significado de] "arrancar"», e significa «arrancar pela raiz; desarreigar; destruir totalmente; suprimir; eliminar». Por sua vez, erradicação vem «do latim eradicatione-» e quer dizer «acto de arrancar pela raiz; eliminação; acto ou efeito de erradicar, desarreigar ou eliminar uma doença endémica pela destruição do agente patogénico» (cf. Dicionário da Língua Portuguesa 2003 da Porto Editora).
(Adaptado do Ciberdúvidas)
(Adaptado do Ciberdúvidas)
segunda-feira, novembro 17, 2014
Legionela
Sobre um tema, infelizmente, muito atual reproduzo a resposta do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.
Em Portugal, um surto da doença do legionário (ou «doença dos legionários» ou, ainda, legionelose) na região de Lisboa, mais precisamente em Vila Franca de Xira, trouxe para a atualidade a grafia da Legionella pneumophila. Na página da Direção-Geral de Saúde, a informação disponível explica que a doença é «causada por bactérias do género Legionella», nome de configuração latina, como acontece na elaboração de terminologias científicas, sobretudo nas taxonomias da Biologia.
Por seu lado, os meios de informação portugueses têm-se referido à bactéria pelo género a que pertence na taxonomia, Legionella, ou pela sua espécie, Legionella pneumophilla (na imagem, à direita)1, nem sempre em itálico como deveriam, de modo a assinalá-las como palavras não portuguesas; outras vezes, ocorre o itálico, mas o termo que designa o género (Legionella) aparece com minúscula inicial, ao contrário do que é usual nos nomes científicos (táxones).
Ora, a palavra tem, há muito, feição portuguesa: legionela — tal como o registam o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o Dicionário de Termos Médicos da Infopédia, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora (igualmente disponível na Infopédia) e o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Nestas duas últimas fontes, salienta-se que os termos «doença dos legionários» e Legionella/legionela têm origem em criações da língua inglesa, alusivas ao facto de a afeção em causa ter sido diagnosticada pela primeira vez em membros da American Legion («Legião Americana»), na sequência de um encontro realizado em junho de 1976, na cidade norte-americana de Filadélfia. O termo Legionella refere precisamente os protagonistas dessa situação, porque deriva do latim legio, legionis, ou seja, «legião».
O termo Legionella (termo científico) pode, portanto, ser substituído por legionela em textos que não requeiram o mesmo grau de especialização que um artigo científico.
1 Estes nomes científicos fazem parte das "Approved Lists of Bacterial Names", publicadas em janeiro de 1980, no International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology, publicação oficial para registo dos nomes de bactérias definidos pelo International Committee on Systematics of Prokaryotes (ICSP). Acerca de nomes para outros reinos na perspetiva taxonómica, ler a resposta Nomes científicos dos animais, de Gonçalo Neves.
Legionela, (escrito) em português
Por seu lado, os meios de informação portugueses têm-se referido à bactéria pelo género a que pertence na taxonomia, Legionella, ou pela sua espécie, Legionella pneumophilla (na imagem, à direita)1, nem sempre em itálico como deveriam, de modo a assinalá-las como palavras não portuguesas; outras vezes, ocorre o itálico, mas o termo que designa o género (Legionella) aparece com minúscula inicial, ao contrário do que é usual nos nomes científicos (táxones).
Ora, a palavra tem, há muito, feição portuguesa: legionela — tal como o registam o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o Dicionário de Termos Médicos da Infopédia, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora (igualmente disponível na Infopédia) e o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Nestas duas últimas fontes, salienta-se que os termos «doença dos legionários» e Legionella/legionela têm origem em criações da língua inglesa, alusivas ao facto de a afeção em causa ter sido diagnosticada pela primeira vez em membros da American Legion («Legião Americana»), na sequência de um encontro realizado em junho de 1976, na cidade norte-americana de Filadélfia. O termo Legionella refere precisamente os protagonistas dessa situação, porque deriva do latim legio, legionis, ou seja, «legião».
O termo Legionella (termo científico) pode, portanto, ser substituído por legionela em textos que não requeiram o mesmo grau de especialização que um artigo científico.
1 Estes nomes científicos fazem parte das "Approved Lists of Bacterial Names", publicadas em janeiro de 1980, no International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology, publicação oficial para registo dos nomes de bactérias definidos pelo International Committee on Systematics of Prokaryotes (ICSP). Acerca de nomes para outros reinos na perspetiva taxonómica, ler a resposta Nomes científicos dos animais, de Gonçalo Neves.
sábado, abril 12, 2014
Intervir
O verbo mais mal tratado na Assembleia da República (sobretudo no Pretérito Perfeito do Indicativo)
intervim
intervieste
INTERVEIO
interviemos
interviestes
intervieram
intervim
intervieste
INTERVEIO
interviemos
interviestes
intervieram
Deputado por Braga interviu na audição ao Ministro das Finanças (fonte: http://psddistritalbraga.blogspot.pt/2011/12/deputado-por-braga-interviu-na-audicao.html)
quinta-feira, abril 10, 2014
Hades vs hás de
Hás de é a segunda pessoa do singular do presente do indicativo do verbo haver com a preposição de. Neste caso, o verbo haver é auxiliar, conjugado em todas as pessoas, e significa «ser obrigado a; pretender; desejar».
A palavra Hades existe, mas escreve-se com maiúscula, e é o nome do deus dos infernos, na mitologia grega.
(Fonte do texto: Dúvidas da Língua Portuguesa, Porto Editora)
terça-feira, março 11, 2014
quarta-feira, março 05, 2014
Kilómetros
O jornal Público solicita aos seus colaboradores o preenchimento de um mapa de "Kilómetros" percorridos em viatura própria. Será que não queriam dizer "quilómetros"? O símbolo é Km, mas a palavra é quilómetro.
Não venham culpar o Acordo Ortográfico de 1990!
Relembro a este propósito:
Alfabeto (Base I)
As letras k, w e y foram incorporadas ao alfabeto.
O alfabeto passa a ter 26 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.
As letras k, w e y são usadas em casos especiais:
Não venham culpar o Acordo Ortográfico de 1990!
Relembro a este propósito:
Alfabeto (Base I)
As letras k, w e y foram incorporadas ao alfabeto.
O alfabeto passa a ter 26 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.
- em nomes • de pessoas de origem estrangeira e seus derivados: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Byron, byroniano.
- em nomes geográficos próprios de origem estrangeira e seus derivados: Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano; Okinawa, okinawano; Seychelles, seychellense.
- em siglas, símbolos e palavras adotadas como unidades de medida: www (World Wide Web); K (símbolo químico de potássio); W (de west, oeste); kg (quilograma); km (quilômetro); kW(kilowatt), yd (de yard, jarda).
domingo, fevereiro 02, 2014
Ringue vs rinque
Fonte: http://mulher.sapo.pt/
Rinque - designa o recinto plano e resguardado para a prática de patinagem (do inglês rink).
Ringue - designa o estrado quadrado, geralmente cercado por cordas, para a prática de boxe, luta livre ou de outros desportos (do inglês ring)
sexta-feira, janeiro 31, 2014
Fluorescente vs florescente
As lâmpadas estão em flor e ainda não é primavera!
- Lâmpadas fluorescentes.
O adjetivo florescente provém do latim florescens e significa "que floresce, que está em flor" e, em sentido figurado, que prospera, que tem vigor".
- Canteiros florescentes.
Octogenário vs octagenário
Este título do Jornal de notícias e a peça da SIC apresentam um erro muito comum.
Deve escrever-se "octogenário" e não "octagenário".
Octogenário - do latim octogenariu, designa alguém que se encontra na faixa etária dos oitenta anos.
sábado, janeiro 04, 2014
c, ç, s ou ss
Encontrado numa grande superfície comercial!
c, ç, s ou ss
O uso destas consoantes oferece muitas dúvidas, uma vez que representam graficamente o mesmo som /s/. Embora o uso de uma ou outra consoante dependa da raiz da palavra, existem algumas regras que podem ajudar:
1. O c só tem o valor de /s/ com as vogais e e i. Para as restantes usa-se ç.
Ex. acém, ácido
açafrão, açorda, açúcar
2. O ç e os dois ss não existem em início de palavras e, por isso, nesta posição só podem aparecer:
S – antes de todas as vogais – ex. sapato, ser, sino, sol, suar
C – apenas antes de e ou i – ex. cenoura, civil
3. O s entre vogais tem sempre o som /z/, por isso, nas palavras derivadas e compostas formadas a partir de uma palavra com s em posição inicial, tem de se dobrar o s, escrevendo-se ss.
Ex.
Sala – antessala
Seguir – prosseguir
Sol – girassol
Soma – cromossoma
4. Os dois ss só aparecem entre vogais.
Ex. passar; pessoa
5. O sufixo de naturalidade –ense escreve-se com s.
Ex. aveirense, farense, leiriense
6. O superlativo absoluto sintético terminado em –íssimo escreve-se com dois ss.
Ex. atrasadíssimo, fortíssimo
7. O sufixo feminino –essa escreve-se com dois ss.
Ex. abadessa, condessa
8. Há sufixos usados com muita frequência que se escrevem com c ou ç
Sufixos
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Sentido
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Exemplos
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-aça, -aço, -uça
|
Aumento, grandeza
|
Arruaça, mulheraça, dentuça
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-aço, -aça
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Abundância, ajuntamento, intensidade
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Vinhaça, bagaço, melaço
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- açar
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Repetição ou realização frequente
|
Espicaçar, escorraçar, esvoaçar, adelgaçar
|
- áceo
|
Relativo a, semelhante
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Galináceo, herbáceo, farináceo, rosáceo
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-ção, -ança, -ença, -ância, -ência
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Acção, resultado da acção, estado
|
Criação, fundição, mudança, lembrança, crença, diferença, tolerância, concorrência
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-ecer
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Começo de acção ou passagem a um estado
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Emudecer, entristecer, anoitecer
|
-iça, -iço, -ice, -ícia, -ície
|
Qualidade, estado, tendência para
|
Justiça, preguiça, movediço, alagadiço, doidice, malícia, imundície, calvície
|
-ício
|
Referência, matéria
|
Natalício, alimentício
|
Palíndromo
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário)!
Vejam outros:
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário)!
Vejam outros:
- ASSIM A AIA IA A MISSA
- A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
- A DROGA DA GORDA
- A MALA NADA NA LAMA
- A TORRE DA DERROTA
- LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
- O CÉU SUECO
- O GALO AMA O LAGO
- O LOBO AMA O BOLO
- O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
- RIR, O BREVE VERBO RIR
Tautologia
Tautologia é o termo usado para definir um dos vícios e erros mais comuns de linguagem.
Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido....
O exemplo clássico é o famoso ' subir para cima ' ou o ' descer para baixo ' . Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superavit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ' surpresa inesperada '. Existe alguma surpresa esperada?
É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
O exemplo clássico é o famoso ' subir para cima ' ou o ' descer para baixo ' . Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superavit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ' surpresa inesperada '. Existe alguma surpresa esperada?
É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
A força da pontuação
a)Morra Salazar não faz falta à Nação.
b)Morra Salazar? Não. Faz falta à Nação!
Eis como a pontuação é importante. Trata-se de uma "anedota" muito usada no "Estado Novo", mas que inverte todo o sentido da frase.
b)Morra Salazar? Não. Faz falta à Nação!
Eis como a pontuação é importante. Trata-se de uma "anedota" muito usada no "Estado Novo", mas que inverte todo o sentido da frase.
U omãi qe dava pulus (i põtapés na gueramática)
Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português. Veja-se o caso de Angela Merkel
"Ser visto e ser ouvisto pelos portugueses é também uma razão de justificar o investimento" - Miguel Relvas A gente somos um país muita curioso. Houveram eleições e, com base no que tínhamos visto e ouvisto na campanha eleitoral, votámos maioritariamente nos partidos que assinaram com a troika um acordo, digamos, difícil de cumprir. Mas hádem dizer-me quantos são, mesmo entre os que votaram no seu partido, aqueles que admiram, respeitam ou sequer toleram o trabalho e a figura de Miguel Relvas. O ministro não parece ser muito popular, derivado do seu envolvimento em alguns escândalos como, por exemplo, o da licenciatura. Mas nem por isso deslarga o poder. Entrou para dentro do Governo, há dois anos atrás, e ninguém o tira de lá. Para fora.
Prontos, mas as pessoas não são só defeitos. E Miguel Relvas tem o grande mérito de constituir um exemplo, parece-me a mim. Muitos desempregados não conseguem arranjar emprego por causa que têm habilitações a mais. Miguel Relvas obteve o seu com emprego mesmo tendo claramente habilitações a menos. Apontou para baixo e foi bem sucedido. Estabeleceu um objectivo mais modesto e atingiu-o. E ainda o acusam de ser muito ambicioso...
Os cortes no Estado social não são uma necessidade de poupança, são uma estratégia de futuro. Relvas deseja que o Governo faça cortes na educação porque ele próprio cortou na sua e venceu. Conhece, por experiência própria, as vantagens de desinvestir na educação. É um exemplo de sucesso de deformação profissional. Como cidadões, temos muito a aprender com ele. Ou a desaprender, já não sei.
Soares fala mal francês, Sócrates falava mal inglês e espanhol, e Relvas fala mal português. Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português, aliás. Veja-se o caso de Angela Merkel. Saberá dizer duas, três palavras no máximo. Os nossos dirigentes sempre tiveram um problema com as línguas. E, tendo em conta o estado em que o país se encontra, também não parecem ser melhores nos números. Talvez tenham sido daqueles alunos que só eram bons em educação física.
Prontos, mas as pessoas não são só defeitos. E Miguel Relvas tem o grande mérito de constituir um exemplo, parece-me a mim. Muitos desempregados não conseguem arranjar emprego por causa que têm habilitações a mais. Miguel Relvas obteve o seu com emprego mesmo tendo claramente habilitações a menos. Apontou para baixo e foi bem sucedido. Estabeleceu um objectivo mais modesto e atingiu-o. E ainda o acusam de ser muito ambicioso...
Os cortes no Estado social não são uma necessidade de poupança, são uma estratégia de futuro. Relvas deseja que o Governo faça cortes na educação porque ele próprio cortou na sua e venceu. Conhece, por experiência própria, as vantagens de desinvestir na educação. É um exemplo de sucesso de deformação profissional. Como cidadões, temos muito a aprender com ele. Ou a desaprender, já não sei.
Soares fala mal francês, Sócrates falava mal inglês e espanhol, e Relvas fala mal português. Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português, aliás. Veja-se o caso de Angela Merkel. Saberá dizer duas, três palavras no máximo. Os nossos dirigentes sempre tiveram um problema com as línguas. E, tendo em conta o estado em que o país se encontra, também não parecem ser melhores nos números. Talvez tenham sido daqueles alunos que só eram bons em educação física.
Ricardo Araújo Pereira
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Ler mais: http://visao.sapo.pt/ricardo-araujo-pereira=s23462#ixzz2KE1lUUD5
domingo, janeiro 20, 2013
Ciberescola
Professores, pais e alunos, já conhecem a Ciberescola? Fantástica!
Registem-se e aprendam mais sobre a nossa língua materna!
Aqui. http://www.ciberescola.com/ index.php
Registem-se e aprendam mais sobre a nossa língua materna!
Aqui. http://www.ciberescola.com/
quinta-feira, janeiro 17, 2013
Interviu vs interveio
A
forma verbal *"interviu" é um erro frequente, sobretudo na linguagem oral. O verbo intervir é formado a partir do verbo vir (inter +
vir) e por isso segue a sua conjugação.
- Maria José Nogueira Pinto interviu no debate para sublinhar que, na sua opinião , a provisão que está na constituição "é para aperfeiçoar, não ...
(http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/02/11/ar-esquerda-chumba-projeto-inoportuno-de-lei-de-bases-da-economia-social-do-psd)
Verbo vir no pretérito perfeito:
Eu vim
Tu vieste
Ele veio
Nós viemos
Vós viestes
Eles vieram
Logo:
Eu intervim
Tu intervieste
Ele inteveio
Nós interviemos
Vós interviestes
Eles intervieram
Portanto, devemos usar como referência o verbo “vir” para conjugar o verbo “intervir”.
- O secretário-geral da UEFA, Gerhard
Aigner, interviu no debate sobre a questão das arbitragens, em foco durante o
Mundial 2002, e relançou a ideia de experimentar um segundo juiz no campo. A
FIFA já tinha referido a necessidade da experiência.
(http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=736526)- Maria José Nogueira Pinto interviu no debate para sublinhar que, na sua opinião
(http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/02/11/ar-esquerda-chumba-projeto-inoportuno-de-lei-de-bases-da-economia-social-do-psd)
- Os criadores que interviram no debate consideram que a sementeira e maneio de pastagens e a instalação de salas de ordenha são duas áreas prioritárias de actuação...
http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/bol_informativo_13_0510.pdfVerbo vir no pretérito perfeito:
Eu vim
Tu vieste
Ele veio
Nós viemos
Vós viestes
Eles vieram
Logo:
Eu intervim
Tu intervieste
Ele inteveio
Nós interviemos
Vós interviestes
Eles intervieram
Portanto, devemos usar como referência o verbo “vir” para conjugar o verbo “intervir”.
Lista de palavras que mudam com o Acordo Ortográfico de 1990
Vocabulário de Mudança
Lista das palavras do VOP cuja grafia muda com o Acordo de 1990
Versão 1945->1990 (todos os países exceto o Brasil)
Consultar aqui.
Solarengo vs soallheiro
Solarengo - Respeitante a solar ou com aspecto/aspeto de solar (casa ou herdade nobre).
Soalheiro - (exposto ao sol, banhado pelo sol).
Não é raro encontramos a palavra "solarengo" usada no sentido de "soalheiro", como vemos nos exemplos seguintes que retiramos de blogues, páginas do facebook e jornais.
-Reflexos de um dia solarengo
(http://olhares.sapo.pt/reflexos-de-um-dia-solarengo-foto5431388.html)
Soalheiro - (exposto ao sol, banhado pelo sol).
Não é raro encontramos a palavra "solarengo" usada no sentido de "soalheiro", como vemos nos exemplos seguintes que retiramos de blogues, páginas do facebook e jornais.
-Reflexos de um dia solarengo
(http://olhares.sapo.pt/reflexos-de-um-dia-solarengo-foto5431388.html)
-Dia solarengo
Tolerância de ponto, dia solarengo.
Hoje não
quero mais nada.
-O dia, solarengo, convida a sair. E uma vez que está na rua, faça-nos uma visita e conheça a nova exposição temporária GLOB-ALL MIX, que poderá visitar entre as 14h00 e as 18h00. Até já!
-O 1.º Encontro Superlight 125 em Fátima foi, na
opinião dos participantes e da organização, um sucesso. O dia solarengo e quente
antecipou um encontro animado e um passeio muito agradável até à Batalha.
Segundo a organização, “o encontro correu tão bem, que já estamos a pensar no
segundo”.
Dicionário de Gentílicos e Topónimos
Os habitantes de Portugal chamam-se portugueses, a música do Brasil
é brasileira. Mas como designar os objetos e as pessoas de Macau, do
Rio de Janeiro ou da Lituânia? Quando designamos alguém em função do país, da
região, da província, da localidade em que nasceu ou de onde alguém ou alguma
coisa procede, estamos a utilizar um gentílico.
Existem várias formas de criar gentílicos. Os mais comuns são os formados por sufixos como -ês (português), -ense (macaense) e -ano (americano). Porém, a formação dos gentílicos nem sempre consiste na mera junção de um sufixo à base do topónimo (nome de um sítio ou local), existindo processos mais complexos, por vezes com justificações etimológicas ou históricas: por exemplo, o gentílico de Castelo Branco é albicastrense e não *castelo-branquês, *castelo-branquense ou *castelo-brancano.
O Portal da Língua Portuguesa disponibiliza uma lista onde pode consultar elevado número de topónimos e os seus gentílicos respetivos ordenados alfabeticamente. A pesquisa pode ser feita clicando sobre:
Existem várias formas de criar gentílicos. Os mais comuns são os formados por sufixos como -ês (português), -ense (macaense) e -ano (americano). Porém, a formação dos gentílicos nem sempre consiste na mera junção de um sufixo à base do topónimo (nome de um sítio ou local), existindo processos mais complexos, por vezes com justificações etimológicas ou históricas: por exemplo, o gentílico de Castelo Branco é albicastrense e não *castelo-branquês, *castelo-branquense ou *castelo-brancano.
O Portal da Língua Portuguesa disponibiliza uma lista onde pode consultar elevado número de topónimos e os seus gentílicos respetivos ordenados alfabeticamente. A pesquisa pode ser feita clicando sobre:
- a letra inicial do gentílico;
- o nome do país;
- o nome de distrito (para Portugal) ou estado (no caso do Brasil);
- o nome do local (país, território).
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